sexta-feira, 27 de abril de 2012

Maria - A Deusa Mãe Cristã

Na versão cinematográfica da obra de Marion Z. Bradley,  "As Brumas de Avalon", na ultima cena da película, Morgana diz: "... a Deusa foi esquecida. Assim eu pensei por muitos anos. Até, finalmente, perceber que a Deusa havia sobrevivido. Ela não foi destruída, apenas adotou outra encarnação. Talvez, um dia, as gerações futuras poderão fazer com que volte a ser como a conhecíamos na gloria de Avalon."
A história das "Brumas de Avalon" gira em torno dos conflitos religiosos existente entre os antigos adoradores da Deusa e os novos cristãos na Grã-Bretanha da Idade Média
A ascensão do cristianismo no ocidente se deu após o imperador romano, Constantino, adotar a religião e proclama-la oficial no século IV D.C. Segundo a narrativa histórica, o imperador se converteu devido à sua mãe, Helena (canonizada posteriormente se tornando Santa Helena), exercer grande influência sobre ele. A Rainha Helena era cristã extremista. 
Um fato que pouco se comenta é que, na época de Constantino, o cristianismo se fortalecia, romanos pagãos aderiam ao cristianismo buscando o alento de seus problemas na nova fé. É provável que o fato dos mártires morrerem orgulhosa e corajosamente nas arenas tenha atraído os cidadãos ao conhecimento da religião, adotando-a posteriormente.
Não quero me estender na questão político-social que levou Constantino a adotar a religião e conclama-la oficial, mas é importante citar que os conflitos que haviam entre pagãos e cristãos perpetuaram por muito tempo no império.
A divindade feminina entra em questão exatamente nestes conflitos. O cristianismo era um apêndice do judaísmo que, ao contrário das maioria das religiões pagãs, não possuíam uma figura feminina de Deus. Os pagãos se perguntavam aonde estava a "Deusa Mãe" naquela nova religião e a necessidade de acalmar os ânimos fez com que a figura de Maria tomasse tal lugar. Para que os cidadãos pagãos aderissem à nova fé, era necessário que algo fosse feito.
Não é novidade que o culto a Maria se tornou tão intenso quanto o culto à Deusa Mãe Pagã. A figura materna de Maria ocupou, por séculos, o lugar deixado pela grande deusa ancestral.
Talvez tenha sido mesmo a maneira que a Grande Deusa Mãe encontrou para permanecer entre nós.



4 comentários:

Luppe disse...

Oi, tudo bem? Adorei o seu blog. Continue escrevendo sempre, pois o conteúdo está muito bom! Você poderia escrever o próximo post falando da SORVEIRA! ^^

Lex Tallion disse...

A voz da vida, a força que ela traz, é capaz de mudar e transformar a tudo e a todos.
Basta ouvi-la.
Seu blog é perfeito.
Valeu.

Mag Bluediver disse...

Sim penso que essa foi a maneira que a Deusa-Mãe encontrou para permanecer entre nós! O Feminino, entre outros factores mais sublimes, é caracterizado por plasticidade, sacrifício, adaptabilidade e versatilidade! A Deusa sabia que para perpetuar o Seu Poder teria que se actualizar e metamorfosear. Será que podemos atrever-nos a considerá-La uma "alquimista"? Talvez!
Saudações e Luz MagRosa

Petrus Andrada disse...

Olá Hugo.

Como pode ver, me tornei leitor assíduo do seu blog, do qual gosto muito =)

Sobre a postagem: Maria e Jesus vieram, na minha opinião, resgatar esse Feminino, a Deusa Mãe, que há muito havia sido deixada de lado pelas civilizações de valores viris, como a Grécia (Zeus), Roma (Júpiter) e Israel (Javé). Os ensinamentos do meigo messias, como também é chamado, romperam drasticamente com os valores mais importantes dessas civilizações, colocando o Amor, a Compaixão e o Respeito como sendo o caminho para a Divindade.

Pena que os poderosos entenderam tudo errado, distorcendo a imagem dele.

Um abraço!

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